
Tendinite no pé: como prevenir e tratar essa lesão
A Tendinite é considerada uma inflamação de uma estrutura anatômica chamada Tendão. Podemos definir o tendão como uma estrutura…
O pé plano ou pé chato é uma condição em que a curvatura do arco do pé é reduzida ou ausente, fazendo com que a sola do pé fique plana no chão. Essa condição pode ser congênita ou adquirida ao longo da vida e afeta uma grande porcentagem da população.
O Pé Plano do Adulto diferentemente do Pé Plano na Infância, ocorre em pessoas com idade adulta e se caracteriza pela diminuição do arco plantar do pé.
Essa diminuição vem associada com várias outras deformidades do pé como: valgismo do calcâneo, abdução do antepé (pisar para fora) e outros desalinhamentos.
As causas de todos esses desalinhamentos tem sido cada vez mais estudadas ao redor do mundo. Recentemente, a nomenclatura dessa doença passou a ser Deformidade Colapsante Progressiva do Pé, exatamente por entender que ela não tem uma causa única, mais sim diversas causas que interagem com o ambiente e que irão progressivamente causar a doença.
A nomenclatura atual reforça que o pé plano adquirido do adulto pode ser uma deformidade tridimensional e multifatorial. Além do tendão tibial posterior, estruturas como o ligamento mola, o ligamento deltoide, o alinhamento do retropé e a mobilidade articular podem participar do quadro. Por isso, a avaliação deve considerar sintomas, flexibilidade, formato do pé em carga e contexto clínico, sem atribuir todos os casos a uma única causa.
Para a leitura do público, os termos “pé plano do adulto”, “pé chato adulto”, “pé plano adquirido” e “deformidade colapsante progressiva do pé” podem aparecer no mesmo texto quando explicados com clareza. Essa cobertura semântica ajuda o leitor a reconhecer diferentes expressões usadas em consultas e buscas, sem alterar o sentido clínico.
As possíveis causas dessa deformidade podem ser atribuídas às anormalidades anatômicas intrínseca, ou seja, o paciente desde a sua infância possui o pé plano mas somente ao chegar na idade adulta os sintomas começam a aparecer por falência de algumas estruturas, como por exemplo o tendão tibial posterior (localizado na parte interna do pé).
Além dele, outras estruturas como os músculos intrínsecos do pé, o ligamento mola e o ligamento deltoide também são muito importantes na fisiopatologia do pé plano.
A perda de sustentação do arco pode ocorrer em pessoas com pé plano prévio que se torna sintomático, mas também pode estar associada a sobrecarga repetitiva, alterações tendíneas e ligamentares, trauma, artrite ou condições neuromusculares. Histórico de diabetes, doenças vasculares, ganho de peso, uso de alguns medicamentos e tabagismo são elementos que podem modificar o risco, a recuperação e a escolha do tratamento; eles não confirmam o diagnóstico por si sós.
Os sintomas apresentados são geralmente cansaço no pé ao ficar muito tempo em pé, dor na região interna e externa do pé, e obviamente na questão estética, pelo formato “chato”. Esses sintomas se iniciam de forma leve e podem se agravar tornando-se incapacitante até mesmo para atividades simples.
Dor persistente na face interna do tornozelo ou do pé, inchaço próximo ao tendão tibial posterior, mudança progressiva do formato do pé, dificuldade para ficar na ponta de um pé só, entorses repetidas, perda de equilíbrio ou piora importante da tolerância para caminhar são motivos para avaliação. No exame, o profissional pode observar o pé em pé, o alinhamento do calcanhar, a abdução do antepé, a flexibilidade e testes funcionais; esses achados não devem ser autodiagnosticados.
Na avaliação inicial, o profissional irá realizar uma anamnese e exame físico do pé, no qual será avaliado se a deformidade é rígida ou flexível, impactando a forma de tratamento. Em alguns casos será necessário solicitar exames de imagem como as radiografias. Por meio delas, será possível visualizar o alinhamento dos ossos. Outro exame de imagem que poderá ser solicitado é a ressonância magnética, pela qual será possível entender os aspectos dos ligamentos e dos tendões.
Quando indicada, a radiografia com o paciente em pé ajuda a visualizar o alinhamento sob a carga corporal. A tomografia pode oferecer maior detalhamento ósseo; quando realizada em carga e disponível, agrega informação tridimensional do alinhamento. A ressonância pode ser útil em casos selecionados para tecidos moles, especialmente quando há dúvida diagnóstica ou necessidade de planejamento cirúrgico. A escolha de cada exame depende do exame físico e da pergunta clínica.
A baropodometria mede a distribuição de pressão plantar e pode complementar a análise funcional em contextos específicos. Ela não substitui história clínica, exame físico e exames de imagem. O estudo de Baumfeld e colaboradores é leitura complementar sobre a confiabilidade do método para mensuração de pressão plantar.
A resposta é sim! O tratamento inicial é o não cirúrgico, envolvendo medidas iniciais de fortalecimento do membro inferior como um todo, principalmente do pé.
Assim, um método seguro e eficaz bastante utilizado é o exercício fisioterápico chamado de Foot Core. Da mesma forma que o abdome, o pé possui um Core (centro), que é formado pela musculatura intrínseca do pé (pequenos músculos que se originam e inserem no próprio pé).

Em algumas situações são utilizadas medicações injetáveis, orais ou uso de palmilhas. Referente às palmilhas, essas deverão ser utilizadas por pouco tempo, em casos bem seletivos e com indicação médica.
Em adultos, o plano de cuidado costuma buscar reduzir dor e edema, melhorar função, ampliar tolerância às atividades e evitar progressão quando possível. Para algumas pessoas, fortalecimento orientado, treino de mobilidade, ajuste de carga, calçado adequado, palmilhas ou órteses podem compor o tratamento. O tipo de suporte e o tempo de uso precisam ser individualizados; usar palmilha por conta própria não corrige todas as causas de dor.
“Cura” não deve ser prometida como resultado universal. Em quadros flexíveis e iniciais, os sintomas podem melhorar de forma relevante com medidas não cirúrgicas; em deformidades rígidas, dolorosas ou progressivas, o objetivo e as opções terapêuticas são diferentes. Uma avaliação define o que é plausível para cada caso.
Os principais exercícios para quem sofre de pé plano se caracterizam pelo fortalecimento do Foot Core. Separamos aqui um site norte-americano, o The Foot Collective, onde um grupo de fisioterapeutas canadenses desenvolveram esse método de tratamento e fortalecimento intrínseco do pé, o Foot Core.
Dessa forma, o fortalecimento é feito através de um movimento de encurtamento do pé, reestabelecendo assim a força da musculatura.
Seguem dois links de vídeos do meu Instagram onde falo um pouco mais sobre o Foot Core:
O fortalecimento dos músculos intrínsecos pode fazer parte de um programa de reabilitação, mas não é um protocolo único para todos os pés planos. Em alguns casos, o plano também inclui trabalho de panturrilha, musculatura do quadril, controle de equilíbrio e progressão gradual de impacto. Dor crescente durante ou após a atividade é um sinal para interromper a progressão e reavaliar a estratégia com o profissional responsável.
Quando as primeiras medidas convencionais para o pé plano não surtem efeitos, existe ainda a possibilidade do tratamento cirúrgico.
Essencialmente, a cirurgia se propõe a reestabelecer o arco plantar por meio de osteotomias (cortes ósseos), e repara de ligamentos/tendões como o ligamento deltoide ou mola, tendão tibial posterior, tendão fibulares, dentre outros.
Se bem indicada, a cirurgia tem um alto índice de satisfação e sucesso nos pacientes, conseguindo restabelecer a qualidade de vida.
A cirurgia pode ser discutida quando os sintomas persistem apesar de tratamento conservador bem conduzido, quando a deformidade progride ou quando a rigidez, o alinhamento e a artrose mudam a possibilidade de preservação articular. A decisão é individual: pode envolver procedimentos em osso, tendões e ligamentos, ou fusões articulares em situações mais rígidas e degenerativas. O objetivo é alinhar, equilibrar e preservar movimento sempre que for seguro e indicado; não existe uma técnica única para todos.
A cirurgia para corrigir o pé plano adulto é realizada sob anestesia e envolve a correção de ossos e partes moles para restaurar o arco do pé. O processo de recuperação pode levar de 6 a 12 semanas, dependendo da extensão da cirurgia.
O tempo de proteção, apoio, fisioterapia e retorno a cada atividade varia conforme os procedimentos realizados, a cicatrização, o padrão de carga e condições de saúde da pessoa. Antes de operar, é importante conversar sobre necessidade de imobilização, uso de muletas ou bota, controle de dor, possíveis complicações e marcos de reabilitação. A recuperação deve ser acompanhada por consultas de revisão e reabilitação individualizada.
Especialista em pé chato e pé plano em BH
Para receber um diagnóstico e tratamento adequados, é importante consultar um especialista em pé e tornozelo. O Dr. Tiago Baumfeld atua em BH focado no tratamento de doenças dos pés.
Em resumo, embora a maioria dos casos de pé plano não requer tratamento, em alguns casos pode ser necessário realizar exercícios específicos ou mesmo uma cirurgia para aliviar a dor e melhorar a função do pé. Consultar um especialista em pé e tornozelo é fundamental para receber um diagnóstico e tratamento adequados.
Se tiver mais dúvidas sobre esse tema, entre em contato ou agende sua consulta.
Não necessariamente. Algumas pessoas têm o arco baixo desde crianças e só desenvolvem sintomas na vida adulta. Outras passam a apresentar colapso progressivo do arco mais tarde, cenário que pode ser chamado de deformidade colapsante progressiva do pé. A história, o exame em carga e os sintomas ajudam a diferenciar os contextos.
Não. A presença de arco baixo, por si só, não define necessidade de intervenção. O tratamento costuma ser considerado quando há dor, limitação funcional, progressão da deformidade, instabilidade ou outros achados relevantes na avaliação especializada.
Dor ou inchaço persistentes na parte interna do pé ou tornozelo, mudança do formato do pé, dificuldade para caminhar ou ficar na ponta de um pé só, entorses repetidas e perda de tolerância às atividades merecem avaliação. Dor intensa após trauma, incapacidade de apoiar ou sinais de infecção exigem atenção médica mais rápida.
O tendão tibial posterior participa da sustentação dinâmica do arco e do movimento de inversão do pé. Sua disfunção pode estar presente na PCFD, mas o quadro atual é entendido como multifatorial e também pode envolver ligamentos, alinhamento ósseo e mobilidade articular.
Palmilhas e órteses podem aliviar sintomas e melhorar o conforto em pessoas selecionadas, sobretudo como parte de um plano que pode incluir ajuste de carga e reabilitação. Elas não substituem a investigação da causa da dor e não são uma solução única para todos os tipos de pé plano.
Exercícios para os músculos intrínsecos podem ajudar no controle e na função do pé, mas não devem ser apresentados como correção estrutural garantida de qualquer deformidade. A seleção e a progressão dos exercícios dependem da causa, da rigidez do pé e da presença de dor.
O diagnóstico começa por história clínica e exame físico, geralmente com o paciente em pé. Radiografias em carga ajudam a avaliar alinhamento; outros exames, como ressonância ou tomografia, podem ser solicitados conforme a dúvida clínica e o planejamento do tratamento.
A cirurgia pode ser considerada quando há dor e limitação persistentes apesar de medidas conservadoras adequadas, deformidade progressiva, rigidez ou artrose que alterem a função. O procedimento é personalizado de acordo com o padrão de deformidade e as estruturas envolvidas.
Não há um prazo único. A recuperação depende dos procedimentos realizados, do período de proteção, da consolidação óssea quando há osteotomias ou fusões, da reabilitação e de fatores individuais. O cronograma deve ser definido e ajustado pela equipe que acompanha o caso.
Este conteúdo foi revisado e validado pelo Dr. Tiago Baumfeld, ortopedista especialista em pé e tornozelo. O Dr. Tiago possui uma trajetória acadêmica e profissional de excelência, com foco em tratamentos inovadores e cirurgias complexas da articulação do tornozelo.
Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com um médico. Procure um ortopedista para avaliar o seu caso individualmente.
Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento com um médico. Procure um ortopedista para avaliar o seu caso individualmente.

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